terça-feira, 12 de agosto de 2014

Sobre ser o que sou


Costumo dizer que sou algo e seu oposto ao mesmo tempo. Dá para entender?

Há quem diga que isso é ser volátil ou alguém sem identidade, mas eu sei bem quem sou e como sou, só sou muita coisa. E que mal há nisso?

Eu aposto que há um monte de metamorfoses ambulantes, perambulantes por aí, muitas vezes sendo incompreendidas e julgadas, às vezes admiradas. É assim que gosto de falar a meu respeito, como o grande Raul naquela célebre e épica canção, “Metamorfose Ambulante”. Muitos gigantes da música me ajudaram a definir o que chamo de lemas de vida, e isso me ajudou muito em minha própria aceitação. Outra frase de música que gosto de chamar de lema de vida é uma do Charlie Brown Jr., onde o Chorão diz que “Eu sou completamente louco, mas um louco consciente.” Quando ouvi essa frase pela primeira vez foi como um choque de realidade. Eu finalmente achei a frase certa para “me defender” dos julgamentos alheios que abraçava pra mim.

Por muito tempo eu me envergonhei de ser uma pessoa que muda constantemente, mas percebi que não largo a essência, pois abraçar o novo e rever conceitos faz parte dela. Desbravar a vida e não ser estática faz parte de mim.  E não é por ser assim que me considero melhor ou pior que qualquer indivíduo que não seja como eu: sou apenas diferente. E como disse Kakashi Hatake no anime “Naruto”: “Ser diferente não significa ser melhor”. E, aproveitando o ensejo, eu completo com “...nem pior.” 

Escolhi por minha foto como ilustração para este post por se tratar de mim...
Dos meus pensamentos, dos meus lemas de ser quem eu sou.



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