sábado, 26 de julho de 2014

Pare de aceitar miojo de estranhos.



Aceitar a opinião de terceiros sobre algo ou alguém novo em sua vida como uma verdade incontestável, é igual aceitar comida de estranho na rua ou bebida de desconhecido na balada sem ter checado antes.

Se até o miojo eu deixo passar de três minutos pra poder dizer que está pronto, quem dirá a minha concepção sobre algo ou alguém.

Eu já fui do tipo de pessoa que considerava tudo e todos culpados até que se prove o contrário, hoje em dia a ordem se inverteu pra mim.

Isso pode ser considerado uma posição ingênua até mesmo tola, ou idiota da minha parte. Só que tem uma coisa dentro de mim, que uns chamam de intuição, voz interior, guia ou mesmo consciência, que desde que adotei este pensamento,  só atrai  pessoas e coisas que o validaram e não fizeram me arrepender dele.  E digo mais, não acredito que tudo faz parte de uma seleta de pessoas e coisas que valem a pena, eu defendo o pensamento de que podemos extrair o melhor de tudo quando oferecemos o melhor.

Acredito na lei da atração, na lei de causa e efeito, naquele ditado “é dando que se recebe” que se não estou enganada o autor dele é São Francisco de Assis.

Com base em minhas últimas experiências com o convívio de pessoas novas em minha vida, e por tudo que leio e presencio, pode ser que seja óbvio, mas ultimamente acho que não... Gostaria muito que as pessoas parassem de usar o cérebro no modo “instantâneo”, ou seja, pega algo ‘pré pronto’ joga uma água quente ou dá uma fritada e enfia goela abaixo, muitas vezes sem nem se dar ao trabalho de mastigar antes. 

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Vergonha, desejo e sentimentos



Me pego muitas vezes pensando no quanto é triste viver em um tempo em que o amor é tão banalizado, e que demonstração deste sentimento é sinônimo de fraqueza.

Sinto tristeza pelas pessoas que se permitem pensar desta maneira.

Apesar de tudo eu ainda acredito no amor e na prova dele, mas tenho ciência que nada disso envolve perfeição e conto de fadas, pois onde há humanos não cabe perfeição, é algo que transcende o limite do perfeito que considero uma coisa tão limitada e sem vida. A perfeição no meu ponto de vista é algo tão superficial e limitado, chato e sem graça.

O que seria a vida sem os erros, sem a aprendizagem, sem a superação, sem a necessidade um perdão, sem a gratidão?
O que seria da vida sem as aventuras, sem o risco, sem o desbravar do novo, sem a sensação lutar por algo que vale a pena, sem o desejo e a entrega?

 São coisas que em na minha mente não se encaixam no significado ou mesmo sinônimo de perfeição, mas são coisas que se encaixam no que é ser humano, que nem de longe é um ser perfeito. O ser humano  é um ser fantástico, capaz de coisas belas e asquerosas ao mesmo tempo, é o drama e a comédia, é o profano e o sagrado, e que toda a sua existência é regida por um sentimento maior que nos leva em uma busca incessante de uma única coisa: O amor. Amor este que nos traz a felicidade. Felicidade esta que nos eleva a um estado de supremacia maior, a tão sonhada, citada e conhecida muitas vezes só de ouvir falar: a paz de espirito.

E por que demonstrações de sentimentos, a busca pela “coisa e/ou estado que nós tanto almejamos nos envergonham e até nos faz sentir-se diminutos diante de nossos semelhantes? Na minha humilde opinião não deveríamos nos sentir assim, eu aprendi a não me sentir assim diante disso, aprendi que não devo sentir vergonha dos meus sentimentos nem dos meus ideais. São as únicas coisas que são verdadeiramente minhas, e que ninguém pode me arrancar. E por que me envergonhar delas?

Eu quero é sentir orgulho de amar, de mostrar que busco ser feliz que quero viver em paz! E outro grande desejo... É que isso não seja mais motivo de vergonha pra ninguém. 

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Tempo das Avessas



Hoje em dia amar é ridículo, odiar é ser cool, compromisso é babaquice, pegação é o certo.

Falar na cara doa a quem doer é ser maduro, sincero, se importar e ser sensível com sentimento alheio é hipocrisia.

Sentimentos bons hoje em dia na mente de muitos são pura utopia, então me permaneço presa a este mundo utópico e de fantasias.

Assim eu sou feliz, e é pra isso que estamos vivos e que temos vida, para sermos felizes.

Como a felicidade é relativa para cada indivíduo, e esta pra mim é a única verdade absoluta, com ela sigo sorrindo e chorando nesta dura luta.


Com este pensamento eu arrumo muito pra cabeça, esse é o preço que se tem a pagar por ser do contra em um tempo das avessas.