quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Um segredo...



Não há nascer ou pôr-do-sol que não testemunhe o espelhar de minh ‘alma a refletir meu olhar perdido, por culpa da minha mente tentando buscar um caminho que me faça alcançar teu coração.  

As vezes penso que estou trilhando o caminho certo, mas quando me dou conta estou perdida e totalmente sozinha.

Eu não sei se você deseja que eu encontre este caminho, ou se prefere que eu mude a rota, eu nem mesmo sei se você sabe que embarquei nessa viajem onde o destino é você.

Se as estrelas cadentes de fato levam nossos desejos ao universo, alguma delas já devem ter entregado o meu, um simplório desejo que é o de saber se você quer que eu continue em busca do caminho para o teu coração.

Eu não me importo com quantas milhas terei que percorrer... Muito menos os tipos de estradas e obstáculos que terei que enfrentar pelo caminho, desde que todo esforço seja válido, desde que meu destino final seja teus braços e o teu coração.

Eu só queria que você parasse de comprar passagens sem garantias, com piores acentos e estadias horrendas.

Eu só queria ter coragem de te enviar um sinal de que estou a caminho e que não há ninguém no mundo que queira tanto seguir viagem nessa estrada louca chamada vida ao teu lado, desde o nascer ao pôr-do-sol de cada dia.

Eu só queria que as 24 horas do relógio registrassem cada aventura por nós vivida, cada batalha por nós travada, cada luta vencida.


Eu só queria que meu olhar finalmente refletisse o encontro do teu... 

domingo, 17 de agosto de 2014

A dor de um tiro, ou as dores de um câncer?


Eu sei sim diferenciar a sinceridade da grosseria.
E você pode ser sensível e sincero. O problema é que atualmente as pessoas acham que a sinceridade vem com a grosseria acoplada, ou que você tem que ser grosso pra ser sincero...
Não, definitivamente sinceridade não tem relação com brutalidade, ignorância, grosseria e derivados...
Queria gritar isso a todos pulmões, espalhar isso como se fosse um evangelho!

Só que mesmo ouvindo algo sincero por intermédio de uma grosseria, eu capto a mensagem e não sofro, verdade, não mesmo. Dói, mas passa logo. É como um tiro fatal direto na cabeça, eu nunca morri, nem nunca tomei um tiro, mas se um tiro na cabeça é morte instantânea (dependendo da região que o projétil atinge), imagino que seja a maior dor já sentida em um milésimo de segundo e depois vem o fim.

Em contra partida, existe a tal da enrolação, dos rodeios, isso é tipo um câncer, uma doença cruel que vai te consumindo lentamente na maioria das vezes, que te faz passar por procedimentos dolorosos.

Usei exemplos extremos porque eu quero mesmo que isso seja encarado de forma mais séria e madura pelas pessoas, seja lá em qual for a situação que você necessite dizer algo que você julga difícil pra você dizer e para outra pessoa ouvir avalie se é pior a dor letal de um tiro na cabeça ou o sofrimento interminável de um câncer!

P.S. Sei que há pessoas que irão discordar desse tipo de posicionamento, e que cada  situação pode ser enxergada como em um prisma, mas acho que no fim das contas o que todos querem ou ao menos merecem, é a verdade.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Recado para Mariana


Um dia onde todos os meus demônios e algozes vieram me visitar, um daqueles dias onde você chora em local público, e se ver sozinha em meio a uma enorme multidão, um daqueles dias que por os pés para fora da cama foi a pior coisa que você poderia ter feito. Foi neste dia que uma garotinha e seu abraço me acolheu, com o rostinho sujo com meu batom que ela havia destruído. Foi neste dia e desta forma que ela  me mostrou que eu não estou sozinha, e pra ela é o recado a seguir.

"Ainda bem que tenho você e seu amor verdadeiro, e tenho alguém pra amar incondicionalmente, é um amor que não supera nenhum outro, e que nunca irei perder, porque você está em mim e eu em você.

Meu passarinho, tenho orgulho de ser sua mãe, e espero q você tenha orgulho de ser minha filha, pois este é um dos meus maiores objetivos de vida, fazer com que você tenha alguém para se espelhar e com quem contar sempre, assim como já conto com você.

Em dois anos e meio você já me ensinou tanto e terá muito ainda pra me ensinar, e cá estou de coração e mente aberta para aprender, para te ensinar e sempre que necessário te corrigir. Pretendo ser o que você precisar, e as vezes você não vai gostar mas depois irá me agradecer por isso.

Só que hoje sou eu que te agradeço pelo simples fato de você existir meu amor!" 

E foi com este abraço que eu me dei conta de que sou especial.
Foi este abraço que inspirou cada palavra escrita acima.


terça-feira, 12 de agosto de 2014

Sobre ser o que sou


Costumo dizer que sou algo e seu oposto ao mesmo tempo. Dá para entender?

Há quem diga que isso é ser volátil ou alguém sem identidade, mas eu sei bem quem sou e como sou, só sou muita coisa. E que mal há nisso?

Eu aposto que há um monte de metamorfoses ambulantes, perambulantes por aí, muitas vezes sendo incompreendidas e julgadas, às vezes admiradas. É assim que gosto de falar a meu respeito, como o grande Raul naquela célebre e épica canção, “Metamorfose Ambulante”. Muitos gigantes da música me ajudaram a definir o que chamo de lemas de vida, e isso me ajudou muito em minha própria aceitação. Outra frase de música que gosto de chamar de lema de vida é uma do Charlie Brown Jr., onde o Chorão diz que “Eu sou completamente louco, mas um louco consciente.” Quando ouvi essa frase pela primeira vez foi como um choque de realidade. Eu finalmente achei a frase certa para “me defender” dos julgamentos alheios que abraçava pra mim.

Por muito tempo eu me envergonhei de ser uma pessoa que muda constantemente, mas percebi que não largo a essência, pois abraçar o novo e rever conceitos faz parte dela. Desbravar a vida e não ser estática faz parte de mim.  E não é por ser assim que me considero melhor ou pior que qualquer indivíduo que não seja como eu: sou apenas diferente. E como disse Kakashi Hatake no anime “Naruto”: “Ser diferente não significa ser melhor”. E, aproveitando o ensejo, eu completo com “...nem pior.” 

Escolhi por minha foto como ilustração para este post por se tratar de mim...
Dos meus pensamentos, dos meus lemas de ser quem eu sou.



domingo, 10 de agosto de 2014

De presente


Eu me pego pensando sobre futuro desde quando eu nem sabia ao certo o que era o presente, presente na minha concepção há uns anos atrás era algo que ganhávamos quando completávamos mais um ano de vida, ou quando alguém por algum motivo decidia comprar algo pra mim.

Só que o futuro, ah o futuro, era o presente que eu mais cobiçava, mas um dia eu descobri que o maior presente que eu poderia me dar, seria cuidar do agora, que nada mais é que o meu presente.

Te confundi? Por muito tempo, confusão poderia ser uma ótima definição para minha mente, não que hoje ela ainda não seja confusa, mas posso afirmar que é uma confusão moderada, que chega a ser até sadia, que sem ela eu não seria eu.

Quando eu percebi que eu precisava presentear o meu futuro, eu estava arraigada a um duro passado, que não teve muitos aniversários... Que me fez sentir um ser centenário, desgastado, dependente, e com perda de memória. Refiro-me a um ser centenário sem saúde.

Até que percebi que eu dependia do meu despertar... Percebi que aquela falta de memória era ilusão criada pela minha própria mente... Da qual eu havia me tornado refém.

Quando não aproveitamos o nosso presente ele se torna o nosso maior pesadelo. Ele destrói o nosso futuro e torna amargo o nosso passado, e lentamente perdemos noção do tempo, imaginamos que nunca é hora de mudar de situação, porque isso pertence ao futuro.


Foi exatamente na situação acima que um dia me peguei e como em uma epifania me dei conta que fui capaz de um feito incrível, que foi o de parar o tempo. Não havia passado, presente, muito menos futuro... Tudo havia se tornado um imenso vazio, como se eu estivesse a deriva no espaço sideral, e tentando gritar, respirar e manter cada membro do meu corpo no lugar. Foi o suficiente para eu perceber que eu queria um futuro, mas que pra isso eu teria que me dá-lo de presente.  

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Quando e onde acionamos o “modo hard”?


Até que ponto é vantajoso converter sentimentos em expressão verbal?
E como sinalizar sem dizer aquilo que queremos que o outro saiba?
E por que é tão difícil?

São perguntas que me faço todos os dias, e conforme o tempo passa, percebo que não sou apenas eu que busco respostas para tais questões.

Eu só queria saber quando é que começamos a ter medo de coisas que não deviam machucar, quando começamos a dificultar o que devia ser simples. Às vezes eu penso que seria bom se o nosso ciclo de vida fosse igual em O Curioso Caso de Benjamin Button, talvez assim sentíssemos a vida mais leve com o passar dos anos, ou não?

Isso é o que para ter algo palpável para se comparar, chamamos de “questões do coração”, como diz o grande Renato Russo em Eduardo e Mônica, “E quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração?” O coração por esta necessidade de termos noção física do que sentimos acabou pagando o pato, mas apesar de ele ser o responsável pelo rubor das maçãs do rosto ao nos deparamos em diversas situações de embaraço, não é bem ele que nos causa tudo isso. Então de quem é a culpa?