Até que ponto é vantajoso converter sentimentos em expressão
verbal?
E como sinalizar sem dizer aquilo que queremos que o outro
saiba?
E por que é tão difícil?
São perguntas que me faço todos os dias, e conforme o tempo
passa, percebo que não sou apenas eu que busco respostas para tais questões.
Eu só queria saber quando é que começamos a ter medo de
coisas que não deviam machucar, quando começamos a dificultar o que devia ser
simples. Às vezes eu penso que seria bom se o nosso ciclo de vida fosse igual
em O Curioso Caso de Benjamin Button, talvez assim sentíssemos a vida mais leve
com o passar dos anos, ou não?
Isso é o que para ter algo palpável para se comparar,
chamamos de “questões do coração”, como diz o grande Renato Russo em Eduardo e
Mônica, “E quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo
coração?” O coração por esta necessidade de termos noção física do que sentimos
acabou pagando o pato, mas apesar de ele ser o responsável pelo rubor das maçãs
do rosto ao nos deparamos em diversas situações de embaraço, não é bem ele que
nos causa tudo isso. Então de quem é a culpa?

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