domingo, 10 de agosto de 2014

De presente


Eu me pego pensando sobre futuro desde quando eu nem sabia ao certo o que era o presente, presente na minha concepção há uns anos atrás era algo que ganhávamos quando completávamos mais um ano de vida, ou quando alguém por algum motivo decidia comprar algo pra mim.

Só que o futuro, ah o futuro, era o presente que eu mais cobiçava, mas um dia eu descobri que o maior presente que eu poderia me dar, seria cuidar do agora, que nada mais é que o meu presente.

Te confundi? Por muito tempo, confusão poderia ser uma ótima definição para minha mente, não que hoje ela ainda não seja confusa, mas posso afirmar que é uma confusão moderada, que chega a ser até sadia, que sem ela eu não seria eu.

Quando eu percebi que eu precisava presentear o meu futuro, eu estava arraigada a um duro passado, que não teve muitos aniversários... Que me fez sentir um ser centenário, desgastado, dependente, e com perda de memória. Refiro-me a um ser centenário sem saúde.

Até que percebi que eu dependia do meu despertar... Percebi que aquela falta de memória era ilusão criada pela minha própria mente... Da qual eu havia me tornado refém.

Quando não aproveitamos o nosso presente ele se torna o nosso maior pesadelo. Ele destrói o nosso futuro e torna amargo o nosso passado, e lentamente perdemos noção do tempo, imaginamos que nunca é hora de mudar de situação, porque isso pertence ao futuro.


Foi exatamente na situação acima que um dia me peguei e como em uma epifania me dei conta que fui capaz de um feito incrível, que foi o de parar o tempo. Não havia passado, presente, muito menos futuro... Tudo havia se tornado um imenso vazio, como se eu estivesse a deriva no espaço sideral, e tentando gritar, respirar e manter cada membro do meu corpo no lugar. Foi o suficiente para eu perceber que eu queria um futuro, mas que pra isso eu teria que me dá-lo de presente.  

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